Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2010

The Poppers, porque o Rock ’n’ Roll pode ser universal

 

Rai (voz e guitarra, The Poppers) terceiro a contar da esquerda. Foto: Rita Carmo

 

Os The Poppers estão de volta aos discos com ‘Up With Lust’. O primeiro concerto de apresentação deste novo registo é já dia 20 de Fevereiro, no Teatro São Jorge (Lisboa), seguindo-se um tour por todo o país. O Mundo Universitário, falou com o ‘Rai’, Luis Raimundo, voz e guitarra dos The Poppers a propósito do novo álbum.

 

1- Editaram o vosso álbum de estreia, ‘Boys Keep Swinging’, em 2006. O que se passou nestes quatro anos?

Aprendi mais uns quantos acordes… O mais importante nestes últimos tempos, foi o facto de crescermos bastante como banda. A tour de promoção do primeiro álbum fez-nos ganhar muita experiência, foram cerca de 80 datas incluindo concertos no estrangeiro. A banda ficou muito coesa e prova disso é o nosso segundo álbum, o ‘Up With Lust’. O line up também sofreu uma ligeira alteração, pois temos o Bruno (baterista) connosco desde 2008. Por outro lado, passámos por coisas que não vamos querer passar novamente, portanto… temos a lição bem estudada. Não quero deixar de referir as pessoas que temos vindo a conhecer, neste percurso. Tem sido uma boa viagem.

2- Quem são os vossos artistas favoritos/influências?

Artistas? Bom… Beatles, Bob Dylan, Neil Young, The Kinks, The Who, The Yardbirds, The Small Faces, The Jam, The Clash, The Velvet Undeground, The Sex Pistols e muitos, muitos, muitos outros. Estes são os que me passam pela cabeça neste momento. Nós nascemos como banda principalmente por causa da música que se fazia nos anos 60 e 70. Sempre nos atraiu o facto do Rock’n’roll ser universal, duas guitarras, baixo e bateria. É algo que não mudará muito, agora, daqui a 40 anos… ou mesmo há 40 anos atrás. Tudo depende da capacidade de criar melodias Pop.

3- No primeiro disco trabalharam com o produtor Paulo Miranda, que já trabalhou com gente como The Legendary Tigerman ou Old Jerusalem e agora com o Nuno Rafael. Sentem que isso influenciou alguma mudança no vosso som?

Sim influenciou. Na altura, quando gravámos com o Paulo Miranda, aparecemos no estúdio dele com uns dias de férias e umas músicas nos bolsos. À medida que íamos gravando ele ia opinando, mas sem grandes alterações, foi mais na base de acrescentar alguns instrumentos aos temas. Ah!... e a Days of Summer tem uma frase escrita por ele… esta era segredo até hoje… (ehehee!) Com o Nuno Rafael o método foi diferente, interveio mais na parte criativa. Aparecia nos ensaios, nós íamos enviando demos. Tornou-nos mais maleáveis… por exemplo a ‘God’s in the News’ tinha um início previsto até à hora de começar a ser gravada em estúdio. Na altura da gravação demos um mote diferente e ele: «Pára tudo!! Façam lá isso novamente…» e assim se altera uma música que supostamente já estaria estruturada. Curiosamente este novo disco também foi gravado em três dias… o Nuno Rafael conseguiu puxar o máximo de cada Popper em cada tema. Sabíamos que ia certamente correr bem, pois somos (Poppers e N.Rafael) fãs do mesmo tipo de música.

4- Sentiram a pressão habitual do segundo álbum?

Não existiu pressão, se vivêssemos em casas com piscina e tivéssemos vendido 5 milhões discos talvez houvesse pressão, agora quem faz rock’n’roll em Portugal, fá-lo em primeiro lugar pela paixão. Quantos músicos em Portugal é que vivem só do rock? Fomos fazendo os temas e na altura de gravar este álbum tínhamos mais de 30 músicas prontas. Depois foi uma questão de escolher as que achávamos que fariam um bom álbum. A única barreira imposta foi pessoal: desafiarmos o que sabíamos. Tinha de ser diferente do primeiro. Esse objectivo foi atingido. Para quem faz as coisas sem querer agradar aos outros não lida com a pressão.

5- Quais as vossas expectativas para os concertos de apresentação deste novo disco?

A grande expectativa em todos os nossos concertos, e não só nos de apresentação, é ver até onde o público quer ir. Nós queremos o máximo, o auge, mas não depende só de nós. Num concerto de Rock’n’Roll, tem de haver uma troca entre o público e a banda, só assim funciona. E a nossa música em particular é festiva, tem refrões para se cantar até à rouquidão… Portanto as expectativas que temos são certamente as mesmas que o público tem sobre nós. Por exemplo, no sexo tem de haver esforço por ambas as partes… pelo menos o proveito é maior.

6- Vocês sempre tiveram um look muito próprio e ao ver o vosso Myspace reparei que se associaram à MERC, que já apoiou bandas como os Charlatans e os Blind Zero, em Portugal. Acham que a música e a moda estão intimamente associadas?

A música sempre teve esse lado mais “trendy”, é um tipo de arte que se conjuga na perfeição com a moda. São formas de expressão muito similares. Andaram sempre de mãos dadas… sei lá… na altura do Grunge, andava tudo de camisola de flanela, na altura dos smiths, andava tudo de poupa, quando apareceram os sex pistols os casacos de cabedal viraram moda… os beatles espalharam a moda da franja… Sendo nós uma banda influenciada pela Pop ART e a cultura MOD, este casamento com a MERC fez sentido. O Rock’n’roll tem uma neblina de misticismo muito densa à sua volta, e a moda é um dos seus acessórios… talvez os óculos escuros (não os do Abrunhosa, pelos vistos deturpam a visão).

 

 

 


publicado por Graziela às 12:35
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