Quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

Entrevista Noiserv

Noiserv, é o projecto indie acústico do músico David Santos que editou em Outubro de 2008 o seu primeiro álbum "One Hundred Miles From Thoughtlessness" e o qual encontrámos durante o MoteLX em Lisboa para uma entrevista.


Graziela Costa – O teu projecto nasce em 2005 com três músicas que compuseste para o Termómetro Unplugged. Qual foi a ideia para participares neste projecto?

 

David Santos – Eu na altura tinha uma série de outras bandas e como tinha uma guitarra acústica e, como todas as pessoas que têm uma guitarra, acabei  por fazer músicas sozinho que depois não se encaixavam nas bandas que tinha. Na altura soube do Termómetro Unplugged e vi que era um concurso totalmente acústico, então porque não tentar gravar estas três músicas no formato acústico que eram o formato que elas tinham e tentar concorrer, e se por acaso forescolhido é uma experiência e a ideia de dar o meu primeiro concerto, foi em género de brincadeira, percebes? Gravar músicas que eu tinha que, até eram só essas três e que até gravei no dia antes de acabar o prazo e depois enviar, sem expectativas nenhumas.  Acabei por ser seleccionado e acabei por ir lá dar o meu primeiro concerto. Depois a partir daí continuei.

 

Graziela Costa – Foi nessa altura a Merzbau entrou em contacto contigo?

 

David Santos – Quer dizer, o Termómetro Umplugged, o concurso, foi em Março de 2005 e acho que gravei aquilo para aí em Fevereiro e conheci o Tiago mais tarde para aí em Junho, portanto três meses depois do termómetro, acabei por o conhecer através de uns amigos meus e aí mostrei-lhe as músicas que tinha ele mostrou-se interessado em editar aquilo na Merzbau, não havia nenhuma ligação à partida quando eu fiz as três músicas. Aquilo era mesmo só para concorrer percebes? E ele depois acabou por descobrir e perguntar se eu teria interesse ou não em editar e eu disse "porque não!", nem sequer percebia nada do que era editar não sabia de nada ...foi aí que comecei a ligação com a Merzbau.

 

Graziela Costa – Em Outubro de 2008 lançaste o teu primeiro álbum, como foram estes cerca de três anos de evolução, já que és tu o responsável por todas as composições, como foi esse processo?

 

David Santos – É assim, na altura que era o que eu estava a dizer à bocado, eu tinha uma série de outras bandas, que por uma série de divergências foram acabando. Então, ao acabarem vi-me com uma série de instrumentos que na altura não faziam parte desse tal projecto acústico que eu tinha, mas vi-me quase na obrigação de usar tudo o que tinha num só projecto. Então, nesses tais três anos, porque eu acabei por gravar aquilo em Março de 2005 editei na Merzbau em Junho. E o primeiro concerto que dei a seguir, foi já em Janeiro de 2006, acabaram por ser só, quase dois dois anos e meio e foi descobrir todo aquele novo processo que já tu viste ao vivo, de tocar uma série de instrumentos. Portanto foram três anos quase a descobrir uma maneira de conseguir usar todos os instrumentos que tinha e sozinho fazer uma coisa um bocadinho mais complexa ou bastante mais complexa do que aquilo que tinha feito por brincadeira em 2005.

 

Graziela Costa – Agora vais fazer uma digressão pela Alemanha, Escócia e Reino Unido, faz com que estejas em contacto com mais editoras? Por exemplo, agora tens o vinil.

 

David Santos – Hum... É assim, eu acho que essas coisas são pequenas batalhas que a pessoa vai conquistando não com o objectivo concreto de conseguir nada, porque se o objectivo fosse esse a pessoa teria expectativas demasiado altas para o que vai fazer, mas acho que Portugal é demasiado pequeno e faz sentido que a gente tente tocar lá fora e tentar mostrar as coisas lá fora. E a primeira vez que toquei, que já foi em Abril, fui à Alemanha e à Áustria, quase por brincadeira, uma experiência porque me apeteceu tocar lá fora, a partir daí criei uma série de contactos, contactos esses que vão permitir agora voltar à Alemanha outra vez, através desses contactos que tinha na Alemanha e de outros contactos que consegui com o disco quando o lancei, consegui ter o tal vinil através desse tal vinil vou conseguir ir á Escócia e a Londres em Novembro. Portanto, eu não ponho como meta descobrir editoras, ou  descobrir grandes agentes ou grandes coisas. A ideia é aos poucos e poucos ir construindo e travando pequenas batalhas de ter vários contactos. Não tenho um plano definido. Eu acho que, aquele velho sonho de mandar maquetes para uma editora e depois ela chamar-te e depois seres um sucesso não existe. Quer dizer, pode existir um ou dois casos, mas para a maioria isso não acontece.

 

Graziela Costa – E qual a razão porque cantas em Inglês?

 

David Santos – Epá, isso é só porque ... não sei, não é que seja mais fácil, é porque era aquilo que me saiu quando gravei a tal maquete em acústico e a partir daí nunca vi a necessidade ou obrigação, porque acho que a língua não deve ser uma barreira. Eu acho que, a pessoa deve cantar na língua que sente que as palavras fazem não mais sentido, mas que em termos musicais funcionam melhor. Eu se calhar como tudo aquilo que ouvi desde novo era em Inglês tenho na cabeça uma parte melodiosa de voz muito mais Inglês do que em Português. Mas não ponho nada contra até porque agora, até estou a fazer a banda sonora para um filme e tenho de fazer uma música em Português e até vai ser um desafio... não é por nada de especial, foi mesmo porque foi assim que aconteceu.

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sinto-me: cansada

publicado por Graziela às 03:14
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