Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008

Ensaio sobre a cegueira

  

   Antes de mais nada começo por dizer que nunca li o livro do José Saramago, logo não posso dizer se este filme é ou não uma boa adaptação. Na minha pequena opinião de espectadora posso apenas dizer que, adorei o filme, tal como adorei o "Fiel Jardineiro", gosto muito do trabalho do senhor Fernando Meirelles, porque pega sempre em histórias interessantes e através da violência das imagens, transmite a realidade de forma nua e crua. Aliás devo dizer que, tal como no filme já atrás citado, o "Ensaio sobre a Cegueira" têm uma grande direcção de fotografia mas, neste caso são utilizadas cores neutras que ao mesmo tempo são muito cruas e duras, ao contrário do outro filme, mas em ambos os casos funcionam muito bem. Há sem dúvida uma imagem fantástica neste filme que me marcou pela sua pureza e que estou a tentar arranjar para colocar aqui, que é uma mulher loira, cheiinha, com o corpo sujo, deitada de costas numa cama, nua, mas violência da realidade é de tal forma assombrosa que mais tarde a certa altura do filme uma mulher é violada e posteriormente espancada até á morte e nós vemos, literalmente, os murros sobre a sua face e parece mesmo que levamos um murro no estômago...  o que me fez pensar como é possível alguém fazer isto? A verdade é que, acontece todos os dias e a maioria das vezes, essas mulheres não podem fazer nada.

   Quanto á forma como é abordado o tema da clausura dos cegos, a mim não me espantou nada, porque tem todo o espalhafato de uma grande potência como a América, mas o que é certo é que o conceito de luta pela sobrevivência está muito explicito no filme e sim, convenhamos que, as coisas se passam  mesmo assim, porque onde ninguém têm nada, quem tem é rei e quem não tem, mas é ambicioso arranja sempre maneira de se safar. Por isso, os "cegos" no filme não não são tratados por animais, são apenas pessoas que tentam sobreviver a uma nova realidade, que lhes é imposta num espaço de segundos.

   Quanto ás interpretações sim, estão jeitosinhas, a Julianne Moore não apresenta nada que já não tenha feito e o Danny Glover nos últimos tempos tem feito sempre, papel de "avozinho" querido, o Gael Garcia Bernal sim é muito giro mas vá já teve papéis mais estimulantes que este, apesar de gostar muito de o ver a fazer de filho da mãe.

 

sinto-me: cansada das gravações

publicado por Graziela Costa às 20:17
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